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Estúdio Casa Amarela: onde o tempo repousa e o NATAL volta a acender luzes

Estúdio Casa Amarela: onde o tempo repousa e o NATAL volta a acender luzes

Entre novos momentos, um marco especial retorna: a decoração de Natal. Após anos sem enfeites, a casa ganhará um cantinho preparado para a data, honrando seu passado sem perder sua identidade

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Há casas que não são apenas construções: são fôlegos da memória. Poucas permanecem assim, inteiras, como quem sustenta o passado nas mãos. A Casa Amarela é uma delas: erguida há sete décadas, herança da família Perin, repousa entre as ruas de Venda Nova como uma sobrevivente rara, de arquitetura singular e alma antiga.

Por anos, guardou silêncio. À medida que a família seguiu outros caminhos, suas janelas foram sendo fechadas, e o tempo caminhou devagar sobre ela. Ainda assim, a casa nunca deixou de inspirar. Noivas param diante de sua fachada em busca daquele encontro entre história e beleza, como se a casa, mesmo quieta, ainda oferecesse bênçãos.

Então, um novo cuidado chegou. Zete Perin e o casal de fotógrafos Wanda Ferreira e Jean Davies decidiram escutar o que a casa pedia: atenção, delicadeza, vida! Desde fevereiro, ela ganhou mãos que limpam, reparam, acariciam. Voltou a respirar, voltou a servir. Agora, é cenário, é estúdio, é morada de projetos que conversam com sua essência e respeitam o que ela sempre foi: um poema de tijolos.

E é nesse renascer que vem o encanto do Natal. Depois de tantos anos sem enfeites, sem luzes, sem o calor natalino, a Casa Amarela voltará a ter um canto preparado para celebrar a data. Não para transformá-la, mas para reacender memórias. Para relembrar os Natais que um dia ecoaram ali, entre vozes, risos e abraços que o tempo não leva.

A Casa Amarela é mais do que um endereço antigo. É uma guardiã de histórias. Agora, reacordada, torna-se também palco de novas memórias: de fotografia, de criação, de poesia. Um lugar onde o passado sussurra, o presente floresce e o futuro começa a brilhar, suave, como luzes de Natal ao entardecer.

70 ANOS DE HISTÓRIA

 Construída em 1955 por Octávio Perin, filho de Domenico Perin e Elizabetta Mineti, a casa foi lar seu e da esposa Fiore Lorenzoni por cerca de três anos, até que se mudaram para Marilândia. Nesse momento, o imóvel passou para as mãos do irmão Vicente, que ali construiu sua família com Leonor Lorenzon, e morou até o fim da vida , em 2020.

Na década de 1970, os filhos José Carlos, Aloísio, Celso e José Luiz ergueram, com a ajuda de amigos, um caramanchão coberto de sapê. O espaço tornou-se palco de encontros animados: ali se organizavam as Festas dos Universitários, celebravam-se aniversários e aconteciam os eventos mais marcantes da época. Foram anos intensos e inesquecíveis, vividos pelos filhos, genros, noras e netos do casal.

Ao longo dos anos, a casa foi sendo visitada com menos frequência. E, depois, de 2020,  entrou em um longo período de silêncio até ser reaberta em 2024 para celebrar  para celebrar os 76 anos da filha Edinea. Dessa celebração nasceu a ideia da Zete de devolver vida, movimento e afeto ao espaço, agora com a colaboração carinhosa de Wanda e Jean.

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