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A importância dos exames oftalmológicos periódicos ao longo da vida

A importância dos exames oftalmológicos periódicos ao longo da vida

A oftalmologista Laura Inês Altoé Targa fala dessa necessidade que deve ser cumprida em todas as fases da vida

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De zero a 100 anos, não importa a idade: cuidar da visão é garantir qualidade de vida, o que significa ir além de uma questão de "enxergar bem". No entanto, muitas vezes, negligencia-se os olhos por acreditar que, se não há dor ou embaçamento, está tudo certo. Por isso, a oftalmologista Laura Inês Altoé Targa afirma que a saúde ocular é silenciosa e exige atenção preventiva e comenta algumas questões relacionadas ao tema.

 

Por que realizar exames anualmente?

Prevenção é o melhor remédio: cerca de 80% dos casos de cegueira são evitáveis se diagnosticados e tratados precocemente.

Doenças silenciosas: muitas patologias oculares graves não causam dor. Quando o paciente percebe a perda de visão, o dano pode já ser permanente.

Atualização de grau: usar óculos com grau defasado causa dores de cabeça, tonturas e cansaço extremo, afetando sua produtividade e bem-estar.

Saúde sistêmica: o exame de fundo de olho permite ao médico visualizar vasos sanguíneos e nervos de forma direta, podendo sinalizar indícios de problemas em outras partes do corpo.

 

O acompanhamento em todas as idades

Diferente do que muitos pensam, não existe "idade certa" para começar ou parar de ir ao oftalmologista. O cuidado deve ser contínuo:

Na infância (0 a 12 anos) - O acompanhamento começa no nascimento com o Teste do Olhinho. Consultas anuais na infância são cruciais para detectar problemas como a ambliopia (olho preguiçoso), estrabismo e erros refrativos (miopia/astigmatismo) que, se não tratados cedo, podem prejudicar o desenvolvimento escolar e cognitivo para sempre.

Na juventude e vida adulta: com o uso excessivo de telas e dispositivos digitais, a fadiga ocular e o aumento dos casos de miopia tornaram-se epidêmicos. Além disso, exames regulares podem diagnosticar precocemente doenças silenciosas, como o glaucoma, que não apresenta sintomas iniciais mas pode levar à cegueira irreversível.

Na terceira idade: após os 60 anos, o acompanhamento se torna ainda mais vital. É nesta fase que surgem com mais frequência a catarata, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e complicações oculares decorrentes de doenças como diabetes e hipertensão.

Seja para um bebê que está descobrindo o mundo ou para um centenário que deseja manter sua independência, a visão é o nosso principal sentido de conexão com a realidade.

 Ver bem é um direito de todos, mas cuidar da visão é uma responsabilidade anual. Não espere os sintomas aparecerem; agende sua revisão e garanta um futuro com mais nitidez e cores.

 

*Laura Inês Altoé Targa  é filha de Venda Nova e sempre se dedicou ao atendimento ao público local e regional. Ela se formou pela Emescam no ano de 1993 e fez pós-graduação pela Estágio de Sá e no Hospital Geral de Bonsucesso/RJ.

 

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