
Afepol cancela Festa da Polenta 2026 e mantém calendário cultural ativo
A Associação Festa da Polenta- Afepol comunicou oficialmente o cancelamento da 48ª edição da Festa da Polenta, prevista para outubro de 2026. A decisão ocorre em razão das obras de reforma do Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o tradicional Polentão, cuja conclusão ainda não possui prazo definido. Desde 1995, o evento é realizado no espaço, cujo nome homenageia o idealizador da Festa.
A entidade reforça que a medida foi tomada de forma responsável, conforme deliberação da Assembleia Geral Extraordinária realizada no último dia 13 de maio. “Foi uma decisão tomada com responsabilidade e em respeito ao público, voluntários, parceiros e à tradição construída ao longo de décadas”, declarou Tarcísio Caliman, presidente da Afepol, entidade criada em 1991 para gerir o evento.
Mesmo diante da situação inédita, Tarcísio destaca que a essência cultural da festa permanece viva. Segundo ele, a Afepol manterá normalmente as demais atividades culturais previstas no calendário anual da entidade. “Nossa história, nossa cultura e nossas tradições permanecem vivas. O calendário de atividades segue conforme o previsto, fortalecendo a integração da comunidade e valorizando a cultura vendanovense ao longo de todo o ano”, afirmou, citando o evento “Tempos do Nunca Mais” e também a tradicional Serenata Italiana, prevista para julho.
“Tempos do Nunca Mais” reúne centenas de pessoas nas ruas
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Já considerado um dos momentos mais aguardados das tradições culturais de Venda Nova, o “Tempos do Nunca Mais” realizou sua terceira edição nas ruas com grande participação popular. Centenas de pessoas percorreram as vias da cidade ao som de cantigas caipiras tradicionais, em uma celebração marcada pela música, memória afetiva e convivência comunitária.
O ponto de encontro foi o Paiol do Nonno, que recebeu melhorias na infraestrutura para acolher o público.
O evento presta uma homenagem carregada de simbolismo ao saudoso padre Cleto Caliman. Além de criar a Festa da Polenta, o religioso também incentivava os encontros musicais do Tempos do Nunca Mais, realizados nas casas dos integrantes do grupo. Durante os encontros, padre Cleto assumia uma figura irreverente e carismática, utilizando elementos alegóricos como apito, chocalho e cocar, e se autointitulando “Cacique Pena Branca”. Após sua morte, a tradição do título simbólico passou a ser transferida ao anfitrião de cada edição.
Na noite de 16 de maio, a homenagem ganhou um significado ainda mais especial: o título foi entregue à pessoa mais idosa presente no evento, representando a sabedoria, a memória e as histórias que atravessam gerações.
O homenageado da vez foi Tirso Altoé, que, aos mais de 80 anos, recebeu da Rainha da Festa da Polenta um cocar semelhante ao utilizado por padre Cleto. Em clima de emoção e descontração, Tirso também ganhou o apelido carinhoso de “Cacique Teimoso”, mantendo viva a irreverência característica da celebração.
Segundo Tarcísio Caliman, a tradição continuará sendo realizada anualmente nas próximas edições do evento de rua. “O título sempre será entregue à pessoa de maior idade presente no Tempos do Nunca Mais, valorizando aqueles que mantêm viva a memória e as raízes do nosso povo. É um momento marcado por emoção, alegria e respeito às gerações que ajudaram a construir essa linda história”, destaca.






