
47ª Festa da Polenta – Desfile de rua: “La Nostra Storia” fora dos muros do Centro de Eventos
Voluntariado, tradição e emoção nas manhãs de sábado encantam visitantes e moradores de Venda Nova
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Nas manhãs dos dois sábados da 47ª Festa da Polenta, as ruas de Venda Nova voltaram a ser palco de um dos momentos mais emocionantes e representativos do evento: o Desfile de Rua. “Muito além de uma simples celebração, o cortejo mostrou o quanto a história local é viva, pulsante e, sobretudo, construída pelo espírito coletivo do voluntariado.
No primeiro sábado, foi a vez das entidades do município se apresentarem, representando com orgulho o trabalho social e cultural que realizam ao longo do ano. No segundo, as famílias entraram em cena, levando para a avenida não apenas sua presença, mas também suas memórias: fotografias antigas, vestes típicas, instrumentos de trabalho e até elementos de lazer que ajudaram a contar, com autenticidade, a história da imigração italiana e da formação da identidade local. As apresentações foram ricas e fizeram jus ao tema do evento este ano, o “La Nostra Storia”.
Com atenção aos detalhes, especialmente os ligados aos trabalhos manuais, como bordados, costuras e utensílios domésticos, os desfiles matinais vêm se consolidando como um dos grandes atrativos da programação. Mais que um espetáculo visual, eles funcionam como um convite à participação, despertando no público o desejo de seguir os cortejos até o Centro de Eventos, para participar da programação do dia.
O voluntariado como base cultural
O que conecta as manhãs de desfile é a força do voluntariado, elemento central da cultura vendanovense. Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta- Afepol, vê nos desfiles uma estratégia bem-sucedida para aproximar ainda mais a comunidade e aumentar a participação popular no evento.
“É perceptível o crescimento no número de entidades e de famílias que participam. E o mais interessante é que o chamado 'novo imigrante' (formado por moradores que chegaram nas últimas décadas) também está se incorporando à Festa, somando suas histórias e experiências”, observa Tarcísio.
Além da quantidade, a qualidade das apresentações também tem impressionado. Tratores, carroças e carros antigos são decorados com esmero. Petiscos são preparados e compartilhados durante o desfile. As vestimentas típicas, muitas vezes confeccionadas pelas próprias famílias, são cuidadas em cada detalhe, reforçando o vínculo entre tradição, identidade e orgulho.
Para o presidente da Afepol, o mais simbólico é a forma espontânea como as famílias respondem ao chamado da Festa. “Elas são convocadas por mensagens de WhatsApp e, a partir disso, se organizam sozinhas. Isso mostra que o espírito da Festa da Polenta já está incorporado à alma da nossa comunidade”, afirma.






