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Especial HPM - Movimentação na maternidade como indicativo de excelência

Especial HPM - Movimentação na maternidade como indicativo de excelência

“A excelência também se manifesta em um cuidado que valoriza o protagonismo da mulher, ouvindo e respeitando suas escolhas e intervindo apenas quando necessário”. Eliana Modesto Teixeira, obstetra e coordenadora

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Uma maternidade é considerada de excelência quando conta com uma equipe multidisciplinar qualificada, infraestrutura completa, equipamentos modernos, assistência integral à mãe e ao bebê e, sobretudo, um atendimento que respeita a autonomia da gestante. Isso inclui o direito ao plano de parto, a escolha de um acompanhante e um ambiente seguro e humanizado.

É exatamente o que acontece na maternidade do Hospital Padre Máximo, referência regional em obstetrícia. Quem acompanha de perto a evolução do setor é a obstetra Eliana Modesto, responsável por mudanças e pela implantação de protocolos que consolidaram a instituição como uma das mais procuradas por gestantes de diversos municípios da região. “Já realizamos partos de moradoras até da Grande Vitória que buscaram nossos serviços de forma espontânea”, conta.

Eliana chegou ao HPM em 2017 e desde então se dedica à maternidade, o que inclui a atualização dos protocolos, a garantia do direito à presença do acompanhante e o apoio como médica aos processos de Acreditação do hospital. Hoje, ela coordena um setor que rivaliza em qualidade com maternidades de grandes centros. “As parturientes fazem exercícios, tomam banho relaxante e são acompanhadas por uma equipe treinada para assistir a todo o processo”, explica.

 

A escolha é da gestante

Além de garantir o direito legal de ter um acompanhante durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto, a maternidade incentiva a elaboração do plano de parto, uma carta de intenções que expressa os desejos da gestante em relação ao atendimento.

“A mulher escolhe o tipo de parto. Quando chega com 41 semanas, por exemplo, fazemos a indução ao parto normal e, se não evoluir, realizamos a cesariana, caso seja essa a vontade dela, sempre prezando pela segurança da parturiente e do bebê. Durante o pré-natal, ela conhece todos os protocolos e tem sempre a palavra final sobre o desejo do parto”.

Os números mostram a movimentação do setor. Em maio foram 26 partos normais e 34 cesarianas. Em junho, 18 para 36. Em julho, 25 para 48. E em agosto, 26 partos normais para 34 cesarianas.

Eliana divide os plantões com outros quatro médicos, todos com excelente formação. Cada plantão de 12 horas conta ainda com equipe de enfermagem completa (enfermeiras e técnicas de enfermagem). “O trabalho da enfermagem é essencial. Elas ajudam as pacientes a relaxar, a confiar no próprio corpo e a tentar o parto normal, com tranquilidade e segurança”.

O pré-natal também é visto como etapa fundamental. Nesse período, as gestantes conhecem a maternidade, recebem orientações sobre os benefícios de cada método e são estimuladas a manter hábitos saudáveis. “Orientamos a prática de exercícios, como pilates e academia, que contribuem muito para o processo do parto”, explica Eliana.

 

Movimento que varia de acordo com a demanda

A rotina da maternidade alterna momentos de intensidade e de calma. Há dias em que todos os 12 leitos estão ocupados, sendo necessário utilizar quartos da ala ao lado. Em outros, acontecem apenas dois ou três partos.

Segundo Eliana, o repertório das gestantes também influencia no andamento do parto. “Algumas chegam à maternidade com poucas informações ou com dúvidas. Muitas vezes sequer realizaram um pré-natal adequado, sem exames ou suplementação de vitaminas importantes para a mãe e o bebê”.

Apesar disso, a coordenadora reforça que a equipe realiza o máximo de orientações possíveis nesse momento, tanto à parturiente quanto aos acompanhantes, e a prioridade é sempre tornar esse momento único. “Nosso compromisso é com o parto adequado e humanizado. Trabalhamos para que seja uma experiência especial para a mulher e para o bebê”, finaliza a obstetra.

 

Novos espaços e perspectivas

Com a inauguração da Unidade de Internação Imigrantes, aumentou o número de partos particulares. Foram criadas mais duas salas de exercícios, e as gestantes permanecem nelas até o momento do parto. “Estamos estudando novas melhorias para atrair as grávidas que ainda preferem se deslocar para grandes centros por algum motivo”, adianta.

Eliana destaca que a sintonia entre equipe e diretoria do HPM foi decisiva para a transformação do setor. “Contamos também com pediatras de sobreaviso 24 horas. São neonatologistas que acolhem o bebê na sala de parto e fazem os primeiros cuidados. Profissionais competentes, dedicadas e atenciosas, cuja atuação faz toda a diferença nesse início de vida”.

 

Dra. Eliana Modesto Teixeira

Ginecologista e Obstetra

CRM: 4105   RQE: 11359

 

Agendamento de consulta HPM: (28) 3546-1131

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