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Homenagens e eleição da Rainha na abertura da 46ª Festa da Polenta

Homenagens e eleição da Rainha na abertura da 46ª Festa da Polenta

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Entusiasmado com a adesão da comunidade vendanovense ao evento, Tarcísio Caliman, presidente da Asso-ciação Festa da Polenta- Afepol, fez as falas de abertura enaltecendo a Festa criada por padre Cleto Caliman e a sua importância para Venda Nova. Dentro dos rituais de abertura, ele recebeu a chave da cidade e abriu espaço para as bênçãos de padre Crystian, que enalteceu a importância da religiosidade na construção de Venda Nova.

Para Tarcísio, o voluntariado é a alma da Festa da Polenta. “Assim também é o vendanovense que, indo ou não ao evento, defende, ama e fala bem. Acho importante enaltecer o voluntário e o vendanovense, que hoje é composto por novos imigrantes que ajudam a construir nossas riquezas e querem o melhor para o município. Dentro do evento, ano a ano, estamos presenciando o protagonismo do voluntariado, que coloca o seu talento a serviço do dinamismo e aperfeiçoamento da Festa, além de brilhar como verdadeiro artista. Basta visitar a Casa da Nonna, o Paiol, o Puxadinho... Observar o Desfile das Famílias. É bonito de se ver o quanto o evento é rico, independente da contratação de artistas renomados. O vendanovense é o protagonista disso tudo”. 

Como acontece durante muitos anos, a abertura do evento contou com a apresentação de Chico Zandonadi, comunicador vendanovense que é completamente inserido na filosofia da Festa. Ele e Claudete Bellon conduziram a apresentação do Desfile de Eleição da Rainha da Festa da Polenta 2024.

No intervalo entre o desfile das candidatas e o anúncio das vencedoras, uma apresentação emocionou o público. Os jovens Daniel Stelzer Sossai, Raian Vargas Targa Magalhães e Luisa Iolanda Máximo Fiorio cantaram algumas músicas, dentre elas, ‘Speranza’, que fala dos sentimentos dos imigrantes na ocasião que deixaram a Itália.

Outro momento importante da abertura foi a homenagem a quem tanto se dedicou ao voluntariado da Festa da Polenta. “Lourdes Anna Antoniazzi Falqueto e Antônio Geraldo Gobbi foram os escolhidos pelo conselho consultivo da Afepol para serem os homenageados com a Comenda Padre Cleto Caliman na 46ª Festa da Polenta.

Lourdes, que participa desde a prévia da Festa, atua com uma verdadeira paixão e empenho em valorizar as tradições. Ela trabalhou em várias equipes, começando pelas árduas tarefas na cozinha, sendo que no ano passado estava fazendo a polentinha na Casa da Nonna e recebendo os turistas, além de participar da fabricação do macarrão para a menestra no Puxadinho da Nonna. Uma força vital na promoção da cultura local e na união da comunidade, é figura sempre presente em diferentes manifestações, como no plantio e na colheita do milho.

Além de ser voluntário da Festa da Polenta, o produtor Antônio Geraldo  doa todo o tomate consumido no evento há muitos anos, independentemente do valor do fruto no mercado.  Esse ano ele doou 180 caixas.  “Agradecemos pela dedicação e exemplo como voluntários.  Este reconhecimento é merecido pelos seus serviços à Festa da Polenta e, por tabela, à comunidade de Venda Nova do Imigrante”, ressaltou o presidente.

 

Pesquisa leva história e cultura para a passarela do Desfile

Sete candidatas subiram à passarela para mostrar toda graça, beleza e inteligência das descendentes de imigrantes italianas de Venda Nova. De acordo com Andréia Rébuli, diretora cultural da Festa da Polenta, as candidatas estão entre as que se inscreveram e foram selecionadas conforme critérios, como ter idade mínima de 18 anos, ser moradora de Venda Nova e de família de descentes de imigrantes italianos.

Durante o preparo para o Desfile, profissionais orientaram sobre oratória e as candidatas passam por vários ensaios, iniciativas que resultaram em candidatas seguras e prontas para assumirem o posto de rainha ou de princesa. A escolha ficou para o corpo de júri, que pontuou a desenvoltura e beleza de cada uma.

Em deferência aos 150 anos de imigração italiana, cada candidata apresentou um objeto de valor sentimental e cultural de seus antepassados. Elas desfilaram e falaram o que estes objetos representam para as suas famílias. “Foi uma homenagem aos antepassados, que tanto lutaram para Venda Nova ser o que é hoje”, observa Andréia.

 

Eleitas

manda Dias Cezati é a Rainha da 46ª Festa da Polenta e Ana Carla Falqueto Caliman e Carolina Busato Moreita, 1ª e 2ª princesas. As cores predominaram na passarela através das vestes das candidatas.

Para o desfile deste ano, a ideia principal na criação e construção dos trajes da Festa da Polenta foi resgatar referências mais regionais e típicas do período imigratório e retratar menos as influências renascentistas e francesas dos trajes. Além das características marcantes já conhecidas, como tecidos em veludo, seda, linho e algodão a equipe responsável pelas vestes, coordenada por Marinei Juvanhol Sossai e pela estilista Giulia Juvanhol Sossai, deu um destaque aos detalhes em bordados de linhas e adornos feitos a mão, resgatando a tradição do trabalho manual.

Consta na pesquisa que “toda a roupa para uso da família era confeccionada pelas mulheres (mães e filhas), costurada a mão ou a máquina de costura movida à mão. Era prática que todas as mulheres aprendessem a costurar e bordar...  Na Itália nos meses de frio rigoroso, as famílias que não dispunham de aquecimento nas casas para se protegerem reuniam-se nos estábulos (das vacas) a fim de aproveitar o calor que delas se desprendia. Para não permanecer estáticos, aproveitavam para tecer o linho, faziam os fios de linho, de onde vem o termo “filó”, usual entre os italianos. ” (Jornal Semanário - Bento Gonçalves).

Como resultado da inspiração na pesquisa, o Desfile de Eleição levou para a passarela trajes confeccionados cuidadosamente pelas mãos das artesãs de Venda Nova, com referências visuais típicas da época e características de diferentes regiões.

 

Amanda Dias Cezati é a Rainha da 46ª Festa da Polenta. Procida, Toscana e Ampezzo: as mulheres vestiam uma saia vermelha com fitas verdes, douradas e azuis na parte inferior. Por baixo, uma anágua e por cima um avental de renda branca ou com bordados. O inverno rigoroso pedia saias longas de lã, rodadas para facilitar os movimentos. Eram lisas com detalhes na barra e pregueadas na cintura. O casaco veio como peça principal.

 

Ana Carla Falqueto Caliman, 1ª princesa. Emilia- Romana, Liguria e Toscana: o corpete utilizava tecidos mais nobres como a seda ou o veludo e em cores mais vivas. Por baixo do corpete, a camisa branca de linho com a gola e as mangas bordadas a mão. Em camadas, sobressaias e sobreposições com aventais e corpetes acinturados, o traje trouxe o mix de veludo, cetim e linho sobreposto com rendas rebordadas a mão.

 

Carolina Busato Moreira, 2ª princesa- Nápoles, Sora e Veneto:  trajes com referências aos de trabalho, com uso do avental mais grosso aplicado com faixas de tecido floral amarrado à cintura com um lenço vermelho que acompanha a lateral da saia. O corpete mais baixo facilita os movimentos. A camisa branca de manga bufante ganhou uma gola de renda para remeter ao norte e o destaque é o tecido floral com bordados à mão.

 

 

 

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