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Você conhece a Joana?

Você conhece a Joana?

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Iniciando o texto com uma situação hipotética: Joana tinha 70 quilos em agosto, passou 30 dias comendo muito pouco, fazendo atividade física todos os dias e atingiu 60 quilos em setembro. Daí ela voltou ao sedentarismo e a comer como antes e agora, em outubro, ela pesa 72 quilos e está com mais gordura do que em agosto.

Quantas Joanas você conhece que passaram por este ciclo? E isso ainda piora já que ela o repetirá em janeiro do ano seguinte, afinal, emagrecer foi uma de suas promessas de fim de ano.

Esse perde e ganha de peso, conhecido como “efeito sanfona”, pode trazer inúmeros malefícios ao organismo.

A cada “efeito sanfona” que Joana passa, seu corpo ficará com mais gordura e menos músculos e isso inclusive será fator predisponente para o reganho de peso no futuro. Sem contar também os problemas estruturais, com músculos fracos aparecerão dores articulares onde elas não existiam, que aparecerão.

Bom, mas primeiro vale diferenciar “perder peso” de “emagrecer”. Sim, há uma diferença absurda entre elas. Emagrecer indica reduzir exclusivamente a quantidade de gordura corporal e é o processo mais saudável pelo qual o organismo pode passar. Apenas perder peso e considerar a simples diminuição do número na balança é extremamente prejudicial ao organismo.

A extrema restrição calórica (que acontece nas dietas milagrosas) associada ao aumento brusco das atividades físicas promoverá sim reduções do peso corporal na balança, mas a maior perda será na massa magra e esse é o problema fundamental.

E aí entramos no segundo ponto. O grande erro de quem quer emagrecer é ter pressa. E nessa rapidez em alcançar o resultado almejado acabam exagerando, tanto no aumento das atividades físicas executadas como na diminuição do consumo de alimentos.

Não ter pressa ajudará também a atingir resultados mais consistentes. Quando temos urgência, tomamos medidas sem pensar nas consequências que elas podem causar. Medidas drásticas (dietas desorientadas, excessos de exercícios, remédios) causam resultados instáveis e inconsistentes. Além de serem mais suscetíveis de serem abandonadas.

Mas o que fazer para emagrecer de verdade?

Mudar hábitos é fundamental. Em termos simplificados, para reduzir o peso corporal é necessário reduzir o consumo de calorias (dieta) e/ou aumentar o gasto destas com atividades físicas.

Pode parecer simples, “Ah, a partir de hoje vou caminhar todos os dias e vou seguir as dicas alimentares da minha vizinha, afinal ela perdeu 10 quilos”.  Lembre-se que sua vizinha pode ser a Joana e ela não te fala ou posta nas redes sociais que ela ganhou todo o peso novamente depois de um tempo.

Passo importante neste processo deve ser: alimentar-se bem e se exercitar com qualidade. E a orientação de profissionais em cada uma delas   deixará seu resultado mais eficaz.

Priorize qualidade ao invés de quantidade!!!!! Tanto nos exercícios como na alimentação. Mas o mais importante é: tenha paciência!! As mudanças ocorrerão de maneira mais sustentável e serão menos sofríveis que aquelas dietas restritivas as quais você se submete e menos monótonas que aquela uma hora de esteira que você está acostumado.

 

Dudu Altoé

Personal Trainer

CREF.: 002126-G/ES

Especialista em treinamento físico para grupos especiais

 

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