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Marlene Piazzarolo Zandonadi, presidente do IJBS, fala dos desafios da instituição

Marlene Piazzarolo Zandonadi, presidente do IJBS, fala dos desafios da instituição

Ela, personalidade que está na raiz do voluntariado em Venda Nova, ressalta a importância das parcerias para continuidade dos antigos e para o lançamento dos novos projetos sociais do IJBS

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A trajetória de Marlene Piazzarollo Zandonadi, 69 anos, se confunde com o movimento filantrópico e do voluntariado em Venda Nova, em especial com a Associação das Voluntárias Pró-Hospital Padre Máximo e com o Instituto Jutta Batista da Silva- IJBS. Eleita diretora-presidente do IJBS no dia 19 de janeiro último, ela assume a função pela primeira vez.

Também é a primeira vez que o IJBS tem uma representante de Venda Nova do Imigrante (município sede) na presidência e Marlene sabe muito bem explicar o porquê. “Sempre procuramos alguém com trânsito junto ao meio empresarial no Espírito Santo e no Brasil para facilitar a abertura dos caminhos para o Instituto na hora de buscar apoio para os projetos beneficentes”.

Marlene fala do perfil dos presidentes anteriores com a segurança de uma pessoa consciente do seu papel junto ao movimento voluntário e filantrópico e com a sua modéstia, já tão reconhecida por quem com ela convive. Ela rememora as raízes da instituição, ao explicar a existência anterior como Sociedade dos Amigos do Espírito Santo - Sades até se transformar em Instituto, em homenagem a sua então saudosa presidente, Jutta Batista da Silva.

Atuante como superintendente executiva do IJBS desde a sua fundação como Instituto, Marlene se surpreendeu quando foi convidada para assumir a presidência. “Eu nunca imaginei assumir esta função. Sabia que me manteria na diretoria, mas nunca como diretora-presidente. Fui muito incentivada por Lilia Mello, que alegou que uma voluntária ainda não tinha assumido essa função”, disse sobre a pressão para que ela assumisse o cargo.

 

Resgatar apoiadores e reconstruir redes de relacionamentos

“Quero resgatar as relações de Dona Jutta e de Eliezer Batista, que tantos benefícios trouxeram para o Hospital, para as Voluntárias e também para tantas outras instituições da Região Serrana”. Marlene, que participava da Associação das Voluntárias Pró-Hospital Padre Máximo, acompanhou todos os passos de Jutta e passou a atuar em projetos sociais realizados por ela, na época como Sades. “Ela só repassava recursos às instituições que tivessem uma associação de voluntárias para tocar os projetos. Era condição”.

Com o falecimento de Jutta, em julho de 2000, Eliezer Batista tomou as rédeas e coordenou a busca de recursos para as associações assistidas pela Sades. “Ele indicava as pessoas para nos ajudar e eu as procurava usando o nome dele. E as portas se abriam. Da mesma forma, ele indicava personalidades para compor a diretoria, de forma que a instituição ganhasse força junto ao meio empresarial e à sociedade como um todo”.

Eliezer também cuidou de transformar a Sades em Instituto Jutta Batista da Silva (em novembro de 2001) e implantar a forma de organização e gestão, optando por Venda Nova ser a cidade sede. Durante anos, as Voluntárias foram o braço direito de Dona Jutta, que encontrou nas mulheres de Venda Nova um apoio para expandir seu trabalho social pelo interior do Espírito Santo, mais propriamente pela Região Serrana.

Como superintendente executiva, Marlene continuou sua peregrinação por todos os municípios com entidades ligadas ao IJBS. Seu trabalho foi sempre de reconhecer as necessidades das entidades, verificar as demandas por projetos e encaminhar para a diretora presidente avaliar a possibilidade de apoiar, além de buscar parcerias nos poderes constituídos locais e no meio empresarial. A instituição também ofereceu    apoio jurídico, contábil e de técnicas de produção, além de abrir pontos de venda, como os da Loja Da Tutte Mani, e de tocar o Projeto Turma, que atende centenas de crianças em atividades educativas e culturais.

“Conhecemos o movimento voluntário, que é o nosso objetivo e ao mesmo tempo a causa de existirmos. É o nosso DNA. Trabalhamos para orientar, estimular, prestigiar e achar soluções. Sempre atuamos para dar um 'gás' e a partir de agora, mais ainda. Dona Jutta partiu e fez muita falta. No entanto, ela deixou um enorme legado, que lutamos para continuar. Não estamos sozinhas, pois nos movimentos por ela estimulados estão pessoas que foram contagiados pelo entusiasmo dela”.

 

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