Desembaraço do atendimento do Sicoob ajuda produtor enfrentar a complexidade administrativa
A pessoalidade do atendimento e a equipe de profissionais estão entre os diferenciais que levaram Edu Veriato a se associar ao Sicoob de Afonso Cláudio
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Quando foi convidado pela gerente de Afonso Cláudio para se associar ao Sicoob o produtor Edu Veriato Borlot, 47 anos, aceitou de imediato. Cecília Belesa tinha assumido recentemente a função e ele se identificou com o perfil da linha de trabalho que já conhecia da profissional.
Ele, que se associou no dia 3 de abril de 2012, ressalta a importância das pessoas escolhidas para atuarem com o atendimento nas agências do Sicoob. “Fica fácil se relacionar e, para mim, os profissionais que atuam no Sicoob formam o grande diferencial da Cooperativa de Crédito”.
Ao lado do pai, Beriato Alves, 74 anos, Edu Veriato administra a propriedade que fica a poucos metros da divisa de Afonso Cláudio. Assim que o asfalto da rota São Francisco/Serra Pelada acaba, basta atravessar uma ponte, andar uns 100 metros e se deparar com a porteira da propriedade. Parte dela fica dentro do território de Afonso Cláudio e parte em Laranja da Terra.
Antes de chegar, o plantio de banana escorado por hastes ao longo da estrada dá um pouco da dimensão dos investimentos na cultura relativamente nova da propriedade historicamente envolvida também com a produção de café e com pecuárias de leite e de corte. “Há mais ou menos 20 anos passamos a cultivar banana”, disse sobre a propriedade herdada por seu pai de seus avós, que eram portugueses legítimos.
Edu Veriato nasceu na propriedade, viveu sua adolescência e saiu do município para estudar e retornou, mais especificamente em 1994, para trabalhar nos negócios da família. Além da pecuária e da agricultura, desde 1982, a propriedade presta serviço de beneficiamento de café e a família atualmente tem uma empresa de terraplanagem.
O vasto leque de negócios que a propriedade/empresa familiar toca exige uma gestão antenada, pois dentre as muitas variáveis que depende, como clima, solo, água, está o dinheiro. De acordo com Edu, um dos produtos que tem o auxiliado é a custódia de cheques. “O cheque ainda é uma ferramenta bacana para os negócios na área rural e ter esse recurso adiantado nas mãos facilita muito nossa vida. Também usamos o crédito rotativo, que vem para nos proporcionar capital de giro”.
Para Edu, a relação de proximidade com a gerência facilita o diálogo e a compreensão de como os produtos oferecidos pelo Sicoob podem proporcionar benefícios à propriedade. Além do consórcio que facilitou a compra de uma nova caminhonete em 2021, a propriedade implantou um sistema de produção de energia fotovoltaica.
Com um grande consumo de energia elétrica, o investimento veio como um alívio. Edu explica que o consumo é alto e flutua muito, com um crescimento grande na ocasião de fazer irrigação. Em períodos de pico, a propriedade registra o gasto de 25 mil quilowatts, ao valor médio de R$ 18 mil mensais, e a opção foi por uma usina de produção média de 11,5, o máximo disponível pelo programa. “Foi um investimento de R$ 35,00 por cada quilowatt e, com a economia, pagamos em torno de R$ 7 mil mensais de conta de energia”.
Mesmo com a redução, a conta de energia permanece como um bom indicador do alto custo de manter a propriedade funcionando com equilíbrio financeiro. Por esta razão, Edu vê no custeio de lavouras de café e de outras culturas uma forma de manter a propriedade capitalizada. “Existem as linhas do Pronaf, cujo teto está em R$ 470 mil. Como o valor dos equipamentos que precisamos aumentou muito e giram em torno de R$ 600 mil, abrimos mão da carta de aptidão do Pronaf, considerando estar fora do enquadramento do programa”.
Além de diversos negócios, sendo os de serviços concentrados na sede, os cultivos distribuídos nas propriedades, que somam 530 hectares, exigem diferentes demandas. Diante da complexidade administrativa, Edu vê no Sicoob a simplicidade e desembaraço que precisa para tornar menos exaustiva a sua tarefa. “O gerente faz a grande diferença. Vejo que o Sicoob tem acertado em suas escolhas e falo, de forma especial, da atual gerência em Afonso Cláudio. Também acho confortável, quando preciso, chegar na agência de Laranja da Terra e ser atendido e ter minhas demandas resolvidas como se a minha conta fosse de lá”.
Edu também elogia a manutenção do modelo de atendimento ao manter e motivar sua equipe profissional para investir nas relações. “Isto está claro: o trabalho direto com as pessoas, mesmo com a adoção de novas tecnologias, que no Sicoob vieram para somar e não para subtrair postos de trabalho”.
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