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Agroindústria tem fábrica modelo no interior de Conceição do Castelo

Agroindústria tem fábrica modelo no interior de Conceição do Castelo

Com o apoio do Sicoob, Luciana Ferreira construiu e equipou a nova sede de sua fábrica de biscoitos, bolos e outras receitas

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Luciana Ferreira dos Santos Fardim se define como a mais nova empreendedora da agroindústria de Conceição do Castelo. Ela, que começou na atividade assando seus bolos e biscoitos num forno de barro, conta agora com uma estrutura profissional montada em sua propriedade rural, na comunidade de Vargem Alegre.

Sua atividade anterior era no ramo da confecção. Ela atuava com uma equipe que considerava grande, mas que se desfez no curto período em que se afastou no resguardo de sua filha. “Desisti logo depois que voltei. Meu compadre me aconselhou então a investir em outro ramo e me sugeriu ir para a agroindústria, aproveitando os conhecimentos da minha mãe, que fazia bolos e biscoitos em casa no forno de barro”.

A ideia foi assimilada pela sua mãe que a apoiou no início da nova jornada. Ela escolheu a marca Marimassas, que homenageia a filha que chama Marissa, pois seu esposo teve a ideia de juntar o nome dela com a atividade nova a que passaria a se dedicar.

 Luciana usou a estrutura existente e relembra das dificuldades que o método antigo de assar impunha. “Eu usava muita lenha para colocar fogo... Era preciso atingir uma temperatura alta e eu sempre ia colocando lenha para manter o fogo no compartimento de baixo. Para saber se o ponto estava ideal para levar os biscoitos para assar eu colocava uma palha dentro do forno. Se enrolasse, era hora de começar a assar”.

Logo ela instalou sua fábrica numa casa de colono e, como seus produtos se tornaram mais conhecidos, Luciana recebeu a visita da Vigilância Sanitária, que indicou algumas modernizações. “Continuei com o forno de barro, mas com uma estrutura de latão, pois era o de mais moderno que eu tinha acesso na época”, recorda da estrutura que usufruiu durante dois anos.

Quando descobriu que sua filha tinha intolerância à lactose, Luciana passou a produzir várias receitas direcionadas às pessoas com restrições. Essa linha teve uma aceitação muito grande e ela viu as demandas crescerem vertiginosamente. “Trabalhávamos eu, minha mãe, minha tia e sobrinhos. Percebi que o espaço estava pequeno para dar conta da produção. A Vigilância Sanitária começou a cobrar novas adequações e eu não tinha condições financeiras de construir um novo espaço, dentro de tantas exigências”.

Diante das necessidades Luciana procurou o Sicoob de Conceição e diz que recebeu total apoio de toda a equipe da agência na época, de forma especial das atendentes Regi e Carla. Elas acompanharam todo o processo de solicitação de crédito, bem como a elaboração dos projetos complementares, como arquitetônico, por exemplo. “Foi feita uma planta de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária e, como até então não existia uma instalação para produção de biscoitos dentro deste padrão, minha fábrica se tornou modelo no município. Sempre recebo visitas de pessoas que querem empreender na área ou que precisam atualizar seus espaços de produção”.

Luciana se lembra que na ocasião ainda não era dona da propriedade rural e, orientada pela assessoria do Sicoob, fez com seu pai um contrato de arrendamento de café. Também tive ajuda dos técnicos do Incaper local. “Adilar Viana deu apoio e continua apoiando até hoje e também tenho que falar da nutricionista Maria Cristina, que está sempre à nossa disposição. Com todas as exigências técnicas e burocráticas resolvidas, tanto com o suporte do Sicoob, quanto do Incaper, consegui um empréstimo rural, com taxas melhores para eu pagar’’.

Com uma produção de 24 itens, dentre biscoitos, pães, salgados e outros alimentos dentro desta linha, a equipe de Luciana chega a desmanchar 380 quilos de trigo por dia. A fábrica funciona de segunda à sexta-feira, sendo que dedica os dois primeiros dias da semana só para preparar os itens sem lactose. Como sexta-feira todos os equipamentos e o espaço são higienizados com álcool e cloro, a produção inicia com capacidade de fazer alimentos totalmente livres de contaminação de lácteos.

“Usamos máquinas para misturar os ingredientes, mas enrolamos e montamos tudo manualmente”, disse Luciana, que conta com uma equipe de sete funcionários.  Sua equipe é formada por pessoas que moram na vizinhança, o que significa mais oportunidades para as que moram fora do centro urbano.

Além de abastecer vários mercados e supermercados de Conceição do Castelo, Castelo, Venda Nova e Guarapari, os produtos da marca são vendidos na própria fábrica e integram a merenda escolar, do Cras e do Hospital, como parte ao  Compra Direta de Alimentos- CDA, um programa do Governo do Estado que propicia a compra de alimentos da agricultura familiar para doação simultânea.

Muito comunicativa, Luciana faz questão de manter o contato direto com os compradores. E ela faz isso muito bem ao encarregar-se pessoalmente das entregas e de arrumar os produtos nas prateleiras dos pontos de venda e ao se relacionar com os consumidores diretos que a procuraram na Feira Livre da Agricultura Familiar, que acontece sempre às sextas-feiras, na rua do ginásio de esportes, na Sede de Conceição do Castelo, de 16 às 18 horas.

 

 

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