Pandemia e capitalismo. Qual o destino da humanidade?
Data de Publicação: 29 de maio de 2020 10:06:00
Em 1º de janeiro de 2001 comemoramos a chegada do século XXI. Com ele, entramos no primeiro século do terceiro milênio da Era Cristã. Tão esperado e aclamado, o século XXI chegou trazendo revoluções sociais, humanas e tecnológicas. Enquanto nos séculos anteriores passamos por descobrimentos de novos continentes, revoluções e guerras. Grandes pesquisadores e cientistas afirmam que o século XXI chegou em janeiro de 2020, quando se propagou para todos os continentes um vírus devastador, colocando em xeque todas as conquistas e acúmulo de conhecimento e capital pelo Estado e pela humanidade.
Os cientistas e economistas afirmam também, que para que o Estado sobreviva a qualquer crise econômica seria necessário a manutenção de 20% da população mais rica. Sendo assim, 80% da população poderia ser devastada nessa pandemia ou em futuras, mas o sistema financeiro ainda sobreviveria. Hoje, de acordo com estatísticas, é considerado pobre famílias com renda de até 10 salários mínimos. Então, ledo engano de pensar que a “classe média” brasileira, americana, europeia, asiática, africana, e demais sobreviveriam por muito tempo com parcas economias conquistadas nos últimos 50 anos.
Diante desse cenário, a globalização, circulação de mercadorias e pessoas, a internet e o acesso imediato a bens e serviços de qualquer lugar do mundo, coloca a humanidade em riscos biológicos, como nunca antes vistos. Diante da polarização EUA e China, como os maiores protagonistas da história, chega o Brasil no ranking de 3º país com maior taxa de mortalidade do mundo causados pelo COVID -19. Podemos observar que diante de uma situação nunca vista antes, estamos diante de uma crise entre a ciência e o senso comum. Enquanto a Organização Mundial da Saúde alerta sobre os riscos da pandemia, líderes políticos vão na contramão das informações e colocam toda a população em risco generalizado.
A pandemia chegou para clarear valores e necessidades dessa nova geração do século XXI. Será que continuaremos tão consumistas e competidores como antes? Ou será que nos tornaremos mais solidários com o próximo. O grande salto para o século XXI acontecerá agora. Qual Estado teremos? Um Estado de garantias sociais ou um de exclusão social. Até o momento, o que vemos, no caso brasileiro, é um descaso pelo Chefe de Estado com a realidade do que está acontecendo mundialmente e no território brasileiro. Diante de todo o caos instalo de forma concreta e real a partir de março de 2020 no Brasil, o que percebemos é uma realidade nunca vista antes pela humanidade. Falar em humanidade significa dizer o quanto foi longo o caminho genético de milhares de gerações para chegarmos aqui. Caminharemos para qual realidade nas próximas décadas? Pergunta que só o tempo irá responder.
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Graciandre Pereira Pinto
- Advogada OAB/ES 11838
Pós-graduada em Direito Civil e Processual
graciandrepp@gmail.com (28) 9 9922-6353 - Venda Nova/ES